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A individualidade, a unicidade, a inefável certeza de sermos unos e um só. Uma alma que se conhece, aos limites, à inquietude sem recantos nem sombras. No presente, do presente, renasce o ser possível, as manhãs veladas pelo sono, os pássaros, que voltaram a ser pássaros, as canções volantes e coloridas, de um verde de mil verdes, de um azul sereno e branco e luminoso. Sobreviveram as raízes, o querer bem ao mundo, o lado claro e doce e sereno. O imo que abraça e ama e sente. As raízes que se não podem negar, porque somos nós. As raízes que se espalham e dispersam, num sem número de caminhos possíveis, num infinito desconhecido de futuros. E no regresso, neste regresso ao princípio, neste voltar à origem, reencontro aqueloutro coração perdido, que afinal esteve lá, onde foi vivo. 

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